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Artigo 7 min read

Ataques cibernéticos: 8 melhores práticas para evitá-los

Por Zendesk

Última atualização em 27 junho 2024

Em um estudo da IBM, 51% das empresas afirmaram ter planos para investir em cibersegurança. O problema é que a motivação surgiu apenas após sofrerem algum tipo de ataque cibernético. 

Vazamentos e violações custam caro e estão cada vez mais frequentes. A pesquisa citada aponta um custo médio por ataque de cerca de US$4,45 milhões, sem mencionar os danos à reputação e a perda de clientes após os incidentes.

Como alternativa, investir em cibersegurança é o melhor caminho. Neste post, mostramos os principais tipos de ataques cibernéticos e as melhores práticas para preveni-los.

Resumo
  • Ataques cibernéticos são tentativas criminosas, políticas ou pessoais de invadir uma rede ou dispositivo conectado para roubar, expor ou prejudicar uma pessoa ou instituição.

  • O vazamento de dados de clientes pode custar milhões de dólares em prejuízo, multas e danos à reputação da empresa.

  • Investir em cibersegurança é a melhor maneira de evitar complicações futuras, pois mantém as defesas em dia e evita vulnerabilidades ao longo da operação da empresa.

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O que são ataques cibernéticos?

Um ataque cibernético é qualquer tentativa de invadir uma rede ou dispositivo conectado, com o intuito de roubar, expor ou prejudicar uma pessoa ou organização. Os hackers também podem destruir, desativar ou alterar dados internos, o que gera novas vulnerabilidades e problemas.

Dados da Fortinet apontam que, na América Latina, o Brasil é o segundo colocado em número de tentativas de ataques, com 103 bilhões, perdendo apenas para o México. Geralmente, os ataques se enquadram conforme a motivação, ou seja, criminosos, políticos ou pessoais.

Quais os tipos mais comuns de ataques cibernéticos?

Existem diferentes tipos de ataques cibernéticos, com mecanismos diferentes para obter acesso, dados ou recursos de maneira ilícita. Os principais exemplos são:

  1. malwares;
  2. phishing e golpes de engenharia social;
  3. ataque de injeção SQL;
  4. Cross-site scripting;
  5. ataque em cadeia de suprimentos.

1. Malware

Softwares mal-intencionados que se passam por confiáveis. Geralmente, são arquivos, programas ou anexos via e-mail que, quando clicados, instalam vírus no computador. Assim, os hackers infectam a máquina e demais dispositivos conectados na mesma rede.

2. Engenharia social e phishing

Ataques de engenharia social são golpes que manipulam os usuários e os fazem cometer erros que comprometem a segurança de dados pessoais. 

Os objetivos e métodos variam de um caso para outro. Em algumas situações, a ideia é induzir a pessoa a compartilhar senhas e informações sensíveis; em outros, a baixar um malware ou até enviar dinheiro para os hackers. 

O phishing é um dos exemplos mais comuns desse ataque. Funciona por meio do envio de e-mails falsos ou mensagens de texto que se passam por pessoas, marcas ou instituições governamentais confiáveis.

3. Ataque de injeção SQL

A injeção de SQL consiste em usar campos acessados por usuários para enviar comandos ao back-end de um site ou aplicativo. Desse modo, os criminosos inserem regras no código, o que faz com que o próprio sistema repasse dados privados dos clientes, como informações pessoais e financeiras.

4. Cross-site scripting

Também conhecido por XSS, o scripting entre sites insere códigos mal-intencionados em páginas e aplicativos legítimos. Assim, quando o usuário acessa o endereço comprometido, o código afeta o navegador do usuário e coleta dados sensíveis. Em outros casos, o direciona para um site falso, com o mesmo objetivo de roubar dinheiro ou dados sigilosos.

5. Ataques à cadeia de suprimentos

Os ataques à cadeia de suprimentos são similares aos de engenharia social e phishing, contudo, têm empresas como alvos. Para invadir a rede corporativa, os hackers se passam por fornecedores, prestadores de serviço e até softwares contratados.

Riscos e consequências de ataques cibernéticos para empresas

As consequências de ataques cibernéticos para empresas são potencialmente devastadoras. Em primeiro lugar, há o custo imediato com pagamentos de resgate ou perda de dados financeiros.

A situação fica pior quando o vazamento afeta informações de clientes, pois a quantidade de pessoas impactadas é significativamente maior. Fora isso, ainda é preciso reestruturar a cibersegurança interna.

Pesquisas apontam que 70% dos consumidores não compram produtos de uma empresa sem medidas de segurança satisfatórias. 

Após esses eventos, a taxa de rejeição aumenta e prejudica a experiência dos clientes. Recuperar a reputação é um desafio árduo e com poucos exemplos bem-sucedidos.

Além disso, há a responsabilização e multa de organizações pela Lei Geral de Proteção de Dados, caso haja alguma negligência ou falha previamente conhecida. 

Melhores práticas de segurança cibernética para negócios

A segurança de dados não é um fator externo à experiência de compra. Segundo o Relatório CX Trends Zendesk ela já foi perfeitamente incorporada à jornada do cliente. 

A pesquisa descobriu que, para 83% dos líderes em CX, a cibersegurança é uma prioridade no plano estratégico das centrais de suporte. Além disso, 74% dos gestores afirmam que já têm planos consolidados para combater fraudes digitais e outros golpes similares.

Relatório da Zendesk – CX Trends

1. Política de privacidade

A criação de uma política de privacidade é essencial para coletar informações de clientes de maneira legítima e se proteger perante a lei em caso de vazamentos.

Elabore um documento completo e detalhado sobre como armazena, utiliza e com quem compartilha esses dados. Deixe o acesso ao conteúdo bem visível no site e assegure que o cliente concordou em fornecê-los antes da coleta.

2. Controle de acessos

Use sistemas para controlar quem acessa as informações da empresa, especialmente quando se trabalha com times híbridos ou remotos. Vale a pena criar uma política de senhas fortes e exigir autenticação de dois fatores para liberar o acesso aos colaboradores.

3. Atualização de softwares

Um passo relativamente simples, mas bastante efetivo, é a atualização periódica de softwares. As empresas que fornecem plataformas digitais evoluem constantemente as medidas de segurança dos seus serviços. Assim, para aproveitá-las, certifique-se de usar a versão mais recente.

4. Auditorias e teste de vulnerabilidade

Faça testes de vulnerabilidade periódicos para verificar a eficiência das medidas de segurança ativas no seu negócio. As auditorias de compliance também são úteis, pois avaliam a adesão às políticas e diretrizes.

5. Plano de contingência

Não espere o ataque ocorrer para pensar em como agir. Monte um plano de contingência como resposta a esses incidentes. O planejamento agiliza a reação e minimiza o impacto na organização. 

Há também a possibilidade de recuperar sistemas, identificar falhas e criar soluções efetivas com mais assertividade. Apesar do custo, a estratégia de contingência pode diminuir o prejuízo de ataques cibernéticos em até 58%.

6. Conscientização de equipe

Para uma empresa ficar vulnerável, os hackers precisam apenas de uma porta de entrada. De certo modo, enganar um funcionário é mais simples do que manipular toda a organização.

Por isso, vale a pena conscientizar os funcionários sobre o uso de redes e dispositivos na empresa, cibersegurança e como identificar mensagens maliciosas.

7. Controle de exposição

Proteger dados e minimizar a exposição a ataques é uma das medidas mais indicadas para a prevenção de vazamentos. Entre os recursos mais relevantes, explore:

  • proteção anti-malware;
  • controle de execuções;
  • firewalls de limite;
  • gestação de patches;
  • acesso controlado.

8. Tecnologias de proteção de dados

A tecnologia dá acesso a recursos interessantes para a proteção contra ataques cibernéticos. Por exemplo, é possível configurar uma inteligência artificial para realizar o scan de vulnerabilidades e monitorar a segurança de dados em tempo real.

Em relação ao e-mail corporativo, funcionalidades para filtragem de spam e criptografia são indispensáveis. Por fim, há a questão do acesso à rede. Como um único dispositivo vulnerável é capaz de infectar todas as suas conexões, você pode configurar redes virtuais privadas, as chamadas VPNs

Como prevenir ataques cibernéticos na empresa com a tecnologia?

A Zendesk te ajuda a fornecer uma experiência do cliente mais confiável e segura com recursos exclusivos de proteção de dados, controle de privacidade e segurança. 

O serviço permite manter um log de acessos, reter dados relevantes, supressão de informações sensíveis, criptografia avançada e mascaramento de dados conforme o nível de acesso dos colaboradores.

Saiba mais sobre o serviço de privacidade e proteção de dados avançada da Zendesk!

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