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Muito além de números: conheça as métricas que podem definir o sucesso de micro e pequenas empresas

Por Douglas da Silva, Web Content & SEO Associate, LATAM

Publicado 21 Dezembro 2020
Última atualização em 21 Dezembro 2020

Para ter um negócio de sucesso não basta apenas oferecer um produto ou serviço de qualidade e prestar um ótimo atendimento ao cliente. Quem é micro ou pequeno empresário sabe que a sobrevivência da empresa demanda uma série de cuidados que vão muito além do que a maioria das pessoas pode imaginar. É necessário acompanhar de perto os índices de produtividade, vendas, prejuízos, entre outras variáveis para buscar soluções que permitam tornar a micro ou pequena empresa mais eficiente e lucrativa. 

Para facilitar esse acompanhamento, existem algumas métricas que costumam ser usadas pelos empresários mais experientes e que contribuem para que eles se destaquem no mercado. Ficou interessado no assunto? Então esse texto elaborado em parceria com a Habitissimo foi feito para você. 

Afinal de contas, o que são métricas?

Antes de abordar especificamente as métricas que contribuem para o sucesso e crescimento de micro e pequenas empresas, precisamos deixar claro o que são esses indicadores e qual a sua finalidade. 

Podemos afirmar que as métricas são medidas usadas para mensurar os resultados de determinados processos. Ou seja, elas fornecem uma espécie de raio-x daquilo que está sendo analisado, permitindo acompanhar de perto o desempenho da micro ou pequena empresa em cada setor. 

As métricas devem fazer parte do planejamento dos negócios e servem como uma forma de diagnosticar o momento presente para definir as melhores ações no futuro.

E quais seriam as métricas que podem contribuir com o sucesso de uma micro ou pequena empresa?

De uma forma geral, podemos citar duas métricas principais que todo micro e pequeno empresário deveria ficar atento durante a gestão de seu negócio: métricas financeiras e métricas de pós-vendas. Para os profissionais que atuam no setor da construção civil existe ainda um terceiro ponto importante a ser considerado: as métricas de obras. Vamos detalhar um pouco melhor cada uma delas para que você saiba quando e como utilizá-las

1. Métricas Financeiras

O termo “financeiras” já deixa claro que essas métricas são voltadas para uma análise nas finanças das micro ou pequenas empresas, permitindo acompanhar quais são seus maiores potenciais lucrativos e como potencializá-los. Elas se dividem nos seguintes indicadores:

  • Retorno Sobre Investimentos - ROI: esse é um dos termos mais famosos quando o assunto são métricas e não é à toa, já que ele é responsável por indicar a eficiência de cada um dos investimentos realizados pela empresa, possibilitando assim uma comparação entre eles para avaliar quais oferecem os melhores retornos. O ROI pode ser obtido através da seguinte fórmula: ROI = (ganho alcançado - investimento inicial) / investimento inicial. 

  • Fluxo de caixa: é muito comum ouvir esse termo no dia a dia de uma micro ou pequena empresa, mas nem sempre ele é utilizado da forma correta. O fluxo de caixa irá fornecer uma análise sobre todas as entradas e saídas do negócio, ou seja, suas receitas e despesas. Dessa forma, é possível avaliar melhor quais são os gastos gerados pela micro ou pequena empresa e assim se planejar para arcar com todos eles. Em alguns casos, o fluxo de caixa aponta a necessidade de reduzir despesas ou aumentar as receitas para que a empresa continue sendo lucrativa.

  • EBTIDA: a sigla pode parecer estranha pois é derivada de um termo em inglês que quer dizer a apresentação dos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Seu objetivo é apontar quais são os lucros reais da micro ou pequena empresa sem considerar outras fontes de receitas, trazendo assim um diagnóstico da produtividade e da eficiência do negócio. Para chegar ao EBTIDA é necessário considerar o lucro bruto fora as despesas operacionais, excluindo ainda a depreciação e as amortizações do período, além dos juros. 

Margem de contribuição: se você está na dúvida se determinado produto ou serviço oferecido por sua empresa é lucrativo o suficiente, ou não, esse indicador poderá oferecer a resposta. Através da margem de contribuição é possível saber se o preço cobrado por determinado item está de acordo com o que se espera lucrar com ele. Para obter esse dado, a fórmula utilizada é: valor das vendas - (custos variáveis + despesas variáveis).

2. Métricas de Pós-Vendas

Quem possui uma certa experiência como empresário sabe que não basta simplesmente vender um produto ou serviço de qualidade e nunca mais ter qualquer tipo de contato com o cliente. Para ter chances de crescer cada vez mais e aumentar a lucratividade de uma micro ou pequena empresa, é fundamental ficar atento à avaliação que os clientes fazem daquilo que eles adquiriram e assim buscar soluções para atender cada vez mais as suas expectativas. É para isso que existem as métricas de Pós-Vendas, que são divididas entre os seguintes indicadores:

  • Net Promoter Score - NPS: o nome desse indicador costuma assustar um pouco, mas ele é simples de ser compreendido. O objetivo do NPS é saber em uma escala de 0 a 10 qual a probabilidade de um cliente recomendar os produtos ou serviços que adquiriu da empresa para outra pessoa. Cada nota obtida irá apresentar uma visão diferente do negócio. As notas entre 0 e 6 indicam que o cliente não ficou satisfeito e dificilmente recomendaria a empresa a outra pessoa; Notas entre 7 e 8 indicam que o cliente até pode ter ficado satisfeito com a empresa, mas não se tornou fiel a ela, por isso pode não recomendá-la a terceiros. Por fim, notas entre 9 e 10 são o ideal a ser atingido sempre, pois indicam que o cliente ficou muito satisfeito com a empresa e as chances de recomendá-la para outras pessoas são altas.

  • Recomendações de compra: enquanto o indicador anterior busca avaliar a intenção dos clientes em recomendar a micro ou pequena empresa para outras pessoas, esse indicador pretende informar se de fato eles fizeram isso ou não. Os dois caminhos mais simples para obter esse dado são perguntar para os próprios clientes se eles indicaram a empresa para pessoas conhecidas, ou questionar os novos clientes como foi que eles chegaram até a empresa, colocando como opção a possibilidade de terem sido indicados por alguém que já havia sido cliente dela antes.

  • Compras repetidas: pode parecer óbvio, mas muitas micro e pequenas empresas ainda se esquecem de levar esse indicador em consideração na hora de avaliar as métricas de pós-vendas. Uma das melhores formas de saber se os clientes têm ficado satisfeitos com os produtos ou serviços oferecidos pela empresa é analisando se eles voltaram a fazer negócio com ela, ou seja, se repetiram a compra. Quanto mais isso acontecer, melhor está o desempenho da empresa nesse indicador.

3. Métricas de Obras

Embora sejam mais voltadas para as empresas que atuam no segmento da construção civil, as métricas de obras também podem oferecer dados importantes para outros setores, por isso é bom ficar atento a elas. Sua análise é feita através de indicadores conhecidos como KPIs (Key Performance Indicators, da sigla em inglês), que podem ser divididos da seguinte forma:

  • Acidentes de trabalho: além do risco para a saúde humana, acidentes de trabalho também podem trazer uma série de prejuízos para as micro e pequenas empresas com indenizações, despesas médicas, licenças, etc. Por esse motivo, é fundamental acompanhar de perto esse indicador e buscar sempre soluções para reduzir os índices de acidentes de trabalho na empresa.

  • Custo do desperdício: o desperdício é um dos principais males a serem combatidos pelo setor da construção civil, já que em alguns casos ele pode ficar entre 3 e 8% do valor total investido em determinada obra. Alguns cuidados simples permitem reduzir boa parte dos desperdícios nos canteiros de obras, como por exemplo calcular corretamente a quantidade de materiais a ser adquirida, reduzir os tempos improdutivos dos profissionais, etc. 

  • Impactos no ambiente e sustentabilidade: sem dúvidas esse é um indicador fundamental a ser considerado não apenas por quem atua no setor da construção civil, mas também para empresas de todas as áreas. A preocupação com a sustentabilidade e os impactos no ambiente está cada vez mais em alta, e para analisar de que forma a empresa pode melhorar nesse indicador é importante considerar aspectos como eficiência energética, destinação correta dos resíduos, uso racional da água, etc. 

  • Produtividade: esse é outro indicador que precisa ser considerado pelas empresas em geral, não apenas as que atuam com a construção civil. Ser produtivo significa transformar insumos, materiais e mão de obra em produtos finais de forma eficiente. Ou seja, a produtividade deve ter como foco produzir mais em menos tempo e com menos recursos, sem abrir mão da qualidade. O indicador de produtividade (IP) pode ser obtido da seguinte forma: IP = Recurso ou Esforço / Produto ou Resultado.

  • Custos: boa parte dos problemas financeiros que surgem nas micro e pequenas empresas poderiam ser evitados se houvesse uma análise mais cuidadosa dos custos envolvidos em cada projeto. Assim, seria possível reduzir imprevistos e manter o fluxo de caixa em dia. 

É preciso utilizar todas essas métricas para garantir uma boa gestão da micro ou pequena empresa?

Não necessariamente você precisa utilizar todas essas métricas para gerenciar os negócios de sua micro ou pequena empresa. Para cada tipo de realidade podem ser recomendadas métricas específicas, e é importante avaliar quais delas são úteis para o crescimento de sua empresa. 

Em alguns momentos as métricas financeiras podem ser mais utilizadas para equilibrar as finanças do negócio, em outras o foco pode estar mais voltado para as métricas de pós-vendas a fim de garantir um acompanhamento melhor da opinião dos clientes sobre a empresa. O ideal é fazer avaliações periódicas das principais métricas aplicáveis à sua realidade e observar o que pode ser aprimorado em cada uma delas.

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