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O que é social commerce? Como aplicar nos negócios?

Por Douglas da Silva, Web Content & SEO Associate, LATAM

Publicado 4 Agosto 2022
Última atualização em 4 Agosto 2022

Você já deve ter ouvido que a boa aplicação de um social commerce é fundamental para que as empresas consigam construir uma boa relação com o seu público-alvo e prospectar novos e inusitados clientes. Mas, afinal, o que é social commerce? Como aplicar nos negócios? Neste artigo, saiba tudo sobre estratégia de marketing nas redes sociais! 

Mas antes de entrarmos no tema propriamente dito, é importante ressaltar o quanto a presença na internet tem sido essencial para o crescimento e manutenção das empresas. Somente em 2020, durante a pandemia da covid-19, as vendas do setor de e-commerce mais do que dobraram em comparação com o ano anterior.

Os dados são do índice MCC-ENET e foram desenvolvidos pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico e pelo Movimento Compre & Confie. Segundo o estudo, 18,2% dos consumidores brasileiros concluíram no mínimo uma compra via social commerce entre abril e junho. O Sebrae estima que o mercado de influenciadores digitais movimentou mais de 2 bilhões na economia brasileira.

O crescimento do setor de loja virtual não é por acaso. Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada em 2018, somente uma entre quatro pessoas no Brasil não têm acesso à internet. A pesquisa TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet, mapeou que o número de usuários da internet no Brasil é de 134 milhões. Ou seja, as compras virtuais são uma tendência que veio para ficar. 

Afinal, o que é social commerce?

Não tem mistério: o social commerce é uma loja virtual cuja transação acontece online através de redes sociais. É o processo que acontece quando você compra ou vende algum produto ou serviço através de plataformas como Instagram, Facebook, Snapchat ou WhatsApp, por exemplo. Mas se engana quem pensa que a lógica por trás desse método se resume à compra em si.

A interação entre o vendedor e o cliente também é uma etapa importantíssima. Através do contato de proximidade e de ressonância que consegue ser estabelecido via web, o consumidor tem uma voz muito mais ativa do que nas transações físicas. 

Diferenças entre social commerce e social shopping

Ambas modalidades utilizam as redes sociais virtuais como um ambiente de e-commerce. Na academia, os autores gostam de deixar clara a distinção entre o que é social commerce e o que é social shopping

  • Social commerce: consiste em uma rede de fornecedores, que dispõe os produtos de maneira online através das redes sociais;
  • Social shopping:  é uma rede de compradores. Ou seja, compradores que utilizam as redes sociais para adquirir seus produtos através do social commerce.

Entre algumas das vantagens, no social commerce, é oferecida ao cliente a possibilidade de ter a sua opinião acerca do serviço contratado disseminada, assim como a sua classificação objetiva ao que lhe foi oferecido pela empresa. O feedback a respeito do que ele adquiriu consegue ser visualizado pelos demais usuários, que passam a tê-lo como referência classificada sobre aquele determinado produto e estabelecimento.

Além disso, a comodidade trazida pelo social commerce é partilhada por ambas as partes envolvidas, tanto por quem vende quanto por quem compra. A empresa economiza no que diz respeito à contratação de funcionários e de um local físico para a exposição dos produtos e o consumidor consegue ter acesso aos mais diversos produtos diretamente do conforto da sua casa, sem imposições geográficas para limitá-lo.

O que o social commerce pode agregar à minha empresa?

Pensar em adotar o social commerce é pensar na estratégia de venda do seu negócio. A jornada de compra via social commerce é um processo que oferece muito mais controle a respeito do que entregamos e como queremos entregar ao público. O caminho percorrido pelo usuário pode ser resumido nos seguintes itens:

  1. O usuário identifica que tem um problema e que precisa adquirir a solução;
  2. O usuário se informa a respeito do assunto e buscar pela solução;
  3. O usuário pondera as vantagens e desvantagens encontradas;
  4. O usuário toma a decisão de compra.

Claro que todo esse processo é mais complexo quando posto em prática, mas, ao contrário das transações feitas face a face e todas as probabilidades e revezes que este momento, como a ocasionalidade, as limitações geográficas e a frágil confiança ao serviço prestado, por exemplo, conseguem ser reduzidas e melhor controladas quando estamos pensando em um cenário de social commerce. 

Abaixo, destrincharemos as principais vantagens e desvantagens de optar pelo social commerce como ferramenta de venda de uma empresa:

Vantagens do social commerce

A principal vantagem da loja virtual nas redes sociais reside na antecipação ao primeiro dos itens descritos acima. O usuário pode não ter identificado que tem um problema antes de acabar esbarrando em uma organização que possui tudo aquilo que é necessário para saná-lo. Ou pode vir, futuramente, a precisar da solução oferecida por uma empresa a qual teve conhecimento em um acesso despretensioso em suas redes sociais. 

Toda a racionalidade que os obstáculos de uma loja física podem impor à tomada de decisão por parte dos clientes é reduzida drasticamente quando em ambiente virtual. As redes sociais são, por si só, um ambiente no qual há uma influência constante por parte não só dos anúncios que surgem incansavelmente, mas pelo conteúdo que é produzido pelos amigos e demais perfis seguidos. 

O impulso, a facilidade na transação e a sensação instantânea de que aquele produto agregará valor e qualidade de vida são os melhores amigos do social commerce. Por isso, trabalhar para que a experiência do usuário seja, por completo, bem-sucedida, é crucial para que a estratégia de marketing nas redes sociais da sua empresa cumpra tudo aquilo que foi planejado.

Quando comparado com um e-commerce normal, que exige da empresa uma maior expertise em operar ferramentas de comércio virtual, a contratação destes serviços e a manutenção, o social commerce consegue oferecer um melhor custo benefício e uma maior proximidade com os clientes.  

Desvantagens do social commerce

Apesar de todas as vantagens já citadas, o social commerce pode apresentar alguns desafios para quem opta por ele como método de venda online. O alcance e a instantaneidade das redes sociais, ao mesmo tempo que podem ser grandes aliados do negócio, também funcionam como um holofote para erros que possam vir a surgir. 

Por isso, ao contrário do que acontece num site comum, por exemplo, as chances de algum equívoco vir à tona e ganhar repercussões são muito maiores. É necessário manter uma atenção redobrada a respeito do que é hospedado nestas plataformas. 

Quando não hospedados em redes sociais que forneçam seu próprio relatório de dados, alguns canais de social commerce não conseguem oferecer métricas precisas a respeito do engajamento e da captação da audiência como um todo. Também é preciso ficar atento à forte concorrência que este tipo de formato possibilita, uma vez que a disputa pela atenção do usuário se torna uma batalha constante entre as empresas correlatas. 

Talvez te interesse ler: 5 dicas para engajamento de clientes em tempos de crise

De todo modo, apesar de existirem, os “poréns” a respeito do social commerce se tratam de detalhes que, quando levados em conta à risca, permitem com que o negócio funcione de maneira mais calibrada e atenta às necessidades do cliente e de crescimento da própria organização.

Quais são os principais exemplos de social commerce?

Existem diversas opções de social commerce que podem ser implementadas para a comercialização de produtos virtualmente. Redes sociais, sites especializados e fóruns, por exemplo. Os últimos dados divulgados pelo Social Trends dão conta de que 96,2% dos usuários de internet possuem algum perfil em plataformas que possibilitam a compra e venda online.

Abaixo, descubra qual a melhor opção de loja virtual para o alcançar o seu objetivo:

Social commerce entre pessoas físicas

Esta talvez seja a modalidade mais simples de social commerce, porque não exige a burocracia presente naquelas que exigem uma estrutura de pessoa jurídica. Neste tipo de loja virtual, são comercializados produtos artesanais ou algum item o qual a pessoa deseja se desfazer. Estes produtos podem ser anunciados em sites como Mercado Livre, Enjoei, OLX ou até mesmo em grupos de Facebook e em perfis de Instagram.

Social commerce para compras coletivas

Nos anos 2010, social commerces de compras coletivas viraram uma febre no país. Portais como Peixe Urbano e Groupon ofertavam produtos por tempo e quantidade limitada para compras em grupo, o que resultava em um preço mais barato. Diversas empresas disponibilizam ofertas neste formato, fazendo com que consumidores passassem a conhecer os seus produtos através do preço atrativo. 

Social commerce para compras colaborativas

O famoso crowdfunding ou vaquinha virtual, em português. Nele, uma pessoa anuncia um produto que ainda não foi concebido e as pessoas se juntam para tirá-lo do papel, através do alcance de uma meta de valor previamente determinado. Caso não seja alcançado, o dinheiro é devolvido ao comprador. Na maioria das vezes, recompensas além do produto são oferecidas para estimular a compra.

Social commerce nas redes sociais

Uma modalidade que tem ganhado cada vez mais espaço entre os exemplos de social commerce é a possibilidade de criar uma loja virtual em redes sociais já bastante utilizadas, como Facebook, Instagram, WhatsApp e Pinterest. As próprias plataformas têm investido em oferecer toda uma usabilidade própria para que a função ganhe ainda mais adeptos. 

Qual o melhor social commerce para o seu negócio?

Mesmo que você já tenha lido todos os tópicos e entendido tudo aquilo que o social commerce pode te oferecer, dúvidas acerca de qual a melhor plataforma para hospedar a sua loja virtual podem surgir eventualmente. 

Pensando nisso, destrinchamos abaixo as diferenças e possibilidades nas estratégias de marketing de duas redes sociais diferentes: vender pelo Instagram, vender pelo Facebook e vender pelo Pinterest. 

Como vender pelo Facebook?

O Facebook foi uma das redes sociais precursoras no movimento de desenvolver em sua própria plataforma a possibilidade de oferecer um social commerce bem estruturado e pensado especialmente para a experiência de usuário para quem já estava acostumado com a estrutura do site.

No Facebook, há a possibilidade de criar uma loja virtual dentro do próprio perfil do estabelecimento. A ferramenta, denominada de Facebook Shops, permite que seja construída uma galeria com imagens e informações a respeito dos produtos cujo links direcionam o usuário à seção na qual é possível efetuar a compra em si. 

Caso decida pela opção de vender pelo Facebook, o usuário também conta com uma estrutura facilitada da rede para que sejam aplicados anúncios e impulsionamento das publicações, além de uma audiência garantida pelo número absurdo de usuários que possuem uma conta na plataforma.

Como vender pelo Instagram?

O Instagram é, hoje, um produto que pertence ao Facebook. Assim como na rede principal de Mark Zuckerberg, também é possível criar aqui uma loja. Aliás, como são parte de uma mesma companhia, caso seja criada uma conta no Facebook, a possibilidade de migração para o Instagram é sugerida pela própria plataforma. 

Mas como vender no Instagram? A rede social permite entre suas possibilidades de social commerce a opção de direcionar nas próprias imagens o preço de cada produto e um link para a página na qual a compra é possível. Essa opção está disponível tanto nas fotos que ficam expostas no feed do usuário quanto naquelas que são postadas de modo efêmero nos stories da rede social.

O Instagram, por ser uma rede social que tem a imagem como seu norte, também permite que haja uma informalidade e a possibilidade de criar uma ambiente de maior descontração entre as duas partes: loja e cliente. A republicação daquilo que é postado pelo próprio usuário a respeito da marca também é uma vantagem que pode e deve ser aproveitada por ambos os lados.

Talvez te interesse ler: Como usar o Instagram para empresas? (em inglês)

Como vender pelo Pinterest?

Vender mais na internet é um objetivo que qualquer empresa que se dispõe a criar uma social commerce pretende alcançar. Por isso, é legal estar atento até àqueles redes sociais que não costumam ser tão visadas obviamente. O Pinterest é um desses lugares. 

A plataforma, que assim como o Instagram, também tem a imagem como seu carro-chefe, oferece a possibilidade de loja virtual, que funciona da mesma maneira que a anterior: com preços e links expostos na própria imagem do produto, facilitando que o cliente se familiarize com o que é ofertado e tenha as respostas que precisa ao alcance de um clique.

Como aplicar o social commerce no seu negócio?

Para traçar a estratégia de marketing nas redes sociais, é importante estar familiarizado com o ambiente digital. Por isso, antes de propor qualquer ideia, é preciso que haja um mergulho profundo em todos os pormenores que a web pode oferecer. Depois de ler a respeito e estudar casos bem sucedidos, discuta internamente com seus sócios e funcionários para coletar as impressões e sugestões de quem já está habituado com a dinâmica da empresa.

Para iniciar essa leitura de cases, indicamos a leitura do caso da Me Poupe! com a Zendesk. Esse case de sucesso começou com infoprodutos gratuitos e, hoje, a empresa vende cursos financeiros para quem mais precisa deles.

1. Construa um perfil bem elaborado para sua marca

A construção de um perfil bem elaborado e que cumpra tudo aquilo que você deseja informar e oferecer deve ser o próximo passo. 

Planeje com afinco o que é essencial para ser exposto e descubra quais os pontos fortes da empresa e quais são os pontos fracos antes de tirar a sua ideia do papel. A pressa é inimiga da perfeição no que diz respeito à elaboração de um social commerce de sucesso, seja cauteloso!

2. Planejamento das mídias sociais além do conteúdo

A interação com os seus seguidores é tão importante quanto. Ouça a opinião, responda os comentários e dúvidas, e se mostre sempre disposto a ajudar no que for preciso — afinal, se a distância física já existe, é preciso encontrar uma forma de fazer com que o cliente se sinta acolhido com o atendimento nas redes sociais.

Além disso, pode ser parte da estratégia de marketing nas redes sociais as opções de tráfego que essas plataformas podem oferecer para que o conteúdo seja segmentado e surja no feed de quem tem se interessado pelo produto ou serviço que é oferecido pela sua companhia. 

Newsletters, listas de transmissão via WhatsApp e posts patrocinados também podem auxiliar a alcançar essa finalidade.

3.Analise sua concorrência

Esteja atento àquilo que tem sido publicado pelos seus concorrentes diretos e indiretos. Avalie o que tem funcionado e aquilo que não tem ido tão bem entre as ações por eles aplicadas. Desta maneira, há uma filtragem de ações por parte da sua empresa antes mesmo das atitudes que serão tomadas por você previamente. 

Se você curtiu a ideia de implementar um chatbot na sua empresa, conheça o Zendesk Chat, o suporte com inteligência artificial da Zendesk! A plataforma não só possibilita que seja adicionado um chat que conversa em tempo real com os seus clientes, como também emite relatórios cuidadosos para que você consiga analisar o desempenho da sua equipe e descubra a melhor maneira de fidelizar o seu consumidor.

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