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O que são dados sensíveis? Como coletar e armazenar dados com a nova LGPD?

Por Douglas da Silva, Web Content & SEO Associate, LATAM

Publicado 30 Outubro 2020
Última atualização em 30 Outubro 2020

Com a chegada da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), entender o que são dados sensíveis e como lidar com eles deveria ter se tornado uma prioridade das empresas — porém, isso ainda não está acontecendo. 

Segundo pesquisa da Akamai Technologies realizada com mais de 400 organizações em todo o mundo, 64% das empresas ainda não estão operando de acordo com a nova lei. Destas, 24% estão em processo de adaptação, 24% nem sequer sabem do que se trata a LGPD e 16% não começaram as mudanças, mas sabem que será preciso fazer isso em breve. 

Com as novas diretrizes que entraram em vigor em 18 de setembro de 2020, mais do que nunca o cliente passa a estar em primeiro lugar. Assim, é necessário ter cuidado redobrado ao obter e armazenar informações dos usuários, sendo elas dados pessoais ou dados sensíveis. Neste último caso, a atenção deve ser ainda maior, pois a lei prevê multas altas para empresas que não cumprirem as normas ao tratar dessas informações. 

A seguir vamos mostrar o que são dados pessoais sensíveis e como diferenciá-los dos dados pessoais não sensíveis.

O que são dados sensíveis e a diferença para dados não sensíveis

De acordo com a LGPD, dados pessoais sensíveis são todos aqueles relacionados a uma “pessoa física identificada ou identificável”. São exemplos de alguns deles: informações sobre origem racial, étnica, opiniões política e religiosa e orientação sexual, para citar alguns. Mostraremos uma lista completa de dados sensíveis mais adiante. 

Todas essas informações devem ser coletadas apenas com a permissão do titular e, caso a permissão seja concedida e este se arrependa posteriormente, também é seu direito que seus dados sejam removidos de qualquer sistema.

A solicitação da coleta e uso dos dados deve ser feita de forma clara e o usuário deve poder escolher se deseja que suas informações sejam compartilhadas ou não com outras empresas. Dessa forma, a autorização deve ser dada tanto para a coleta quanto para a distribuição dos dados. 

Além disso, a LGPD é válida para qualquer instituição pública e privada que coleta dados no Brasil, inclusive aquelas com sedes fora do país, tais como Google, Facebook e Amazon, para citar alguns exemplos.

Para entender melhor por que a coleta de dados sensíveis é o principal ponto de atenção na nova lei, abaixo mostraremos o que são dados pessoais e o que são dados pessoais sensíveis para que sua empresa possa revisar quais informações são coletadas de seus clientes. 

Diferença entre dados pessoais não sensíveis e dados pessoais sensíveis

Segundo a lei, dados pessoais são todos aqueles que permitem identificar uma pessoa, porém pode-se dizer que são informações “neutras” e que não permitem nenhum viés de interpretação. 

 Veja abaixo alguns exemplos de dados pessoais não sensíveis:

  • Nome completo
  • RG e CPF
  • Endereço
  • Telefone
  • E-mail
  • Data de nascimento
  • Passaporte
  • Carteira Nacional de Habilitação
  • Localização

No caso dos dados sensíveis, a atenção da LGPD a eles se deve ao fato de que eles são margem para preconceito e discriminação, uma vez que refletem informações particulares de cada cidadão. 

São exemplos de dados sensíveis:

  • Origem racial e étnica
  • Opinião e filiação política, sindical, religiosa ou filosófica
  • Escolha religiosa
  • Informações relacionadas à saúde e orientação sexual
  • Dados genéticos e biométricos

Dessa forma, o problema está no fato de que, caso os dados sensíveis sejam vinculados a dados pessoais identificáveis, a privacidade do usuário em questão será comprometida e isso acarretará em problemas legais graves para as empresas. 

Como coletar e armazenar dados pessoais sensíveis de acordo com a LGPD?

Coleta de dados pessoais e dados sensíveis

Antes de mais nada, a primeira ação a ser tomada para sua empresa se adequar à LGPD é revisar as políticas de privacidade e compartilhamento de dados da sua empresa.

Em seguida, tenha em mente que agora todo e qualquer dado deve ser fornecido por meio da permissão do usuário. Ao conceder o acesso às suas informações, a pessoa também tem direito a saber qual a finalidade dessa solicitação e para quais objetivos esses dados serão usados. 

Para que não haja nenhuma interpretação equivocada durante o fornecimento de informações, as empresas devem deixar claro que o usuário está concedendo seus dados para elas e também como eles serão usados. 

Além disso, a todo e qualquer momento o usuário pode solicitar a remoção integral de todas as suas informações de qualquer sistema. Caso seu pedido não seja respeitado, isso poderá acarretar em multas e exposição na mídia, de acordo com a LGPD

Por isso, colete apenas as informações que realmente são relevantes para o seu negócio. Na maioria das vezes não será preciso solicitar um dado sensível, então se atenha apenas aos dados que são de fato necessários. Isso também melhorará a experiência do cliente com sua empresa. 

Armazenamento de dados dos usuários

Investir em uma ferramenta adequada para fazer a gestão dos dados dos seus contatos é tão importante quanto realizar uma coleta adequada. Isso porque, ao usar a plataforma certa, os dados dos usuários passam a ser armazenados com mais segurança e organização. 

Neste caso, uma solução de CRM permitirá que você organize todas as informações de seus contatos que são provenientes de diferentes áreas da empresa. Assim, sempre que você entrar em contato com um lead, todos os seus dados estarão centralizados em um só lugar. Isso também dará a ele uma impressão de segurança. 

 O Zendesk Sell é um CRM de vendas que pode ser utilizado da prospecção ao pós-venda e que permite que diferentes times incluam informações sobre os contatos na plataforma, facilitando a organização dos dados. Além disso, a ferramenta também ajudará sua empresa a identificar como tais dados estão sendo coletados e corrigir possíveis erros do processo. 

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