Feedback de clientes: como ouvir a voz do cliente

feedback do cliente
Receber o feedback de clientes não é muito diferente de receber um feedback em qualquer outra situação. Imagine que você passa semanas pesquisando, elaborando o conteúdo e confirmando fatos para uma apresentação e, quando finalmente acha que o material está pronto e pede a uma colega para "dar só uma olhada", ela faz sugestões e perguntas que nunca passaram pela sua cabeça.

Parece familiar? Todos nós passamos por isso, seja no trabalho ou na escola, seja num projeto pessoal. O mesmo acontece com os produtos e serviços oferecidos por nossa empresa. Como ajudamos a desenvolvê-los, nós sabemos como usá-los, como combinar seus recursos mais complexos e como queremos melhorá-los. Mas há muitas ideias que não tivemos, que nunca nos ocorreram.

Não é incomum que as equipes de sucesso do cliente ou designers da experiência recebam solicitações de atendimento e pensem: "Como nunca pensamos em usar nosso produto para isso?" Mesmo se você trabalhar em uma equipe grande e cada membro dela utilizar seu produto de maneira diferente, é impossível cobrir os casos de uso de todos os seus clientes.

Como nós estamos sempre mergulhados em nosso trabalho, é difícil dar um passo para trás e vê-lo com outros olhos. É por isso que o feedback dos clientes é essencial. Ouvir as dificuldades deles com os produtos pode ajudar você a entender como melhorá-los para aumentar a satisfação dos clientes.

Sobre este guia

Na Zendesk e na Typeform, coletar e usar o feedback do cliente é uma parte importante de como fazemos negócios e criamos relacionamentos excelentes com nossos clientes. Neste artigo da nossa convidada Typeform, explicaremos os processos usados para coletar, analisar e usar o feedback dos clientes para criar produtos melhores. Falaremos sobre:

  • 3 tipos de feedback: dado, solicitado e observado
  • Como analisar todo esse feedback
  • Compartilhamento do feedback dos clientes com toda a organização

3 tipos de feedback: dado, solicitado, observado

O feedback dos clientes vem de várias maneiras e de várias fontes. Podemos organizar todos nestas três categorias: dado, solicitado e observado.

Dado: é qualquer tipo de feedback que seus clientes enviam proativamente, sem que haja nenhum pedido ou incentivo para que o façam. Alguns exemplos de feedback dado incluem os tickets de suporte que os clientes abrem, telefonemas, conversas no chat em tempo real e mensagens nas redes sociais.

Solicitado: o feedback solicitado é aquele em que você toma a iniciativa de entrar em contato com os clientes e pedir sugestões para melhorar o produto ou sua maneira de se comunicar com eles. Ele inclui solicitações de índices de satisfação do cliente (CSAT), pesquisas de NPS (Net Promoter Score®), respostas a boletins por email ou mensagens em aplicativos ou a realização de entrevistas com os clientes pelas equipes de produto e experiência do usuário.

Observado: é o feedback obtido durante o monitoramento da interação de seus clientes com seus produtos, dos caminhos que eles seguem e da documentação que leem. Na Typeform, nossa equipe de sucesso do cliente monitora de perto o comportamento dos visitantes de nossa Central de Ajuda para ver o que nossos usuários estão procurando, os artigos que leem e os artigos que geram tickets de suporte. Também trabalhamos muito próximos à equipe de dados para entender como os clientes usam o nosso produto.

Nas seções a seguir, apresentaremos mais detalhes.

Feedback dado

Tickets de suporte

Os tickets de suporte são, provavelmente, o principal ponto de contato entre os clientes e sua empresa. Os tickets de suporte são criados pelos diversos canais que você disponibiliza aos clientes sempre que eles têm uma pergunta, querem sugerir algo ou relatar um problema.

Uma das vantagens de ter um software de central de suporte para gerenciar seus tickets é que ele permite adicionar tags a cada ticket. Com isso, você consegue identificar problemas comuns e as áreas de seu produto que geram a maioria dos tickets (e que, portanto, são provavelmente as menos intuitivas para seus clientes).

Além disso, usando as ferramentas de análise oferecidas pelo software de central de suporte, você pode facilmente criar relatórios e painéis para entender melhor suas conversas com os clientes. Você só precisa se concentrar em adicionar consistentemente as tags corretas a seus tickets.

Em equipes grandes (a Typeform, por exemplo, tem uma equipe de sucesso do cliente com 25 pessoas), pode ser difícil assegurar que todos atribuam consistentemente as mesmas tags aos mesmos tipos de tickets. Às vezes, uma sugestão é vista como uma solicitação de recurso por uma pessoa, mas como uma questão de experiência de usuário por outra, que poderia, então, marcá-la como um bug. Treine sua equipe para seguir as diretrizes de atribuição de tags a fim de assegurar que as informações agregadas obtidas das tags sejam precisas.

As métricas de feedback do cliente que monitoramos são os índices de satisfação do cliente (CSAT) e a quantidade de tickets de cada tag de tipo de feedback, como solicitações de recursos, o tipo de problema relatado e assim por diante. Também analisamos a evolução das tags durante um determinado período.

Chamadas de clientes

Chamadas de clientes

Atribua tags às suas interações no suporte por telefone usando o mesmo esquema de tags empregado nos tickets. Caso seu canal telefônico não esteja integrado ao software da central de suporte, você precisará gerenciar essa fonte de feedback e analisar os dados correspondentes separadamente de seus outros tickets de suporte.

O peso do feedback recebido dos clientes no canal telefônico pode ser completamente diferente se você oferecer suporte por telefone para todos os seus clientes ou apenas para seus clientes do plano Enterprise, por exemplo.

Como as métricas de feedback do cliente monitoram a quantidade de solicitações de recursos, os bugs relatados e assim por diante, se você oferece suporte por telefone apenas a um grupo pequeno de clientes, o volume dessas solicitações será, naturalmente, menor em comparação aos tickets de suporte recebidos de seus outros canais. No entanto, esses podem ser seus clientes mais valiosos, por isso você precisa tornar o feedback deles mais visível e analisar sua importância de acordo com o impacto nos negócios, em vez de volume.

Envio de mensagens

Sempre que você envia um boletim informativo ou um email de boas-vindas ou mostra uma mensagem no aplicativo para seus clientes, você pode dar aos clientes a opção de responder com feedback ou ser redirecionado para seu site ou para a Central de Ajuda. De qualquer forma, é importante enviar essas mensagens usando uma ferramenta que monitore essas interações com o cliente. As métricas interessantes incluem as taxas de abertura e de clickthrough e a quantidade de respostas.

O ideal é que essa ferramenta permita também definir metas para cada mensagem enviada e, depois, controlar as taxas de conclusão. Por exemplo, o uso de um novo recurso ou levar os clientes a assinar um plano específico são metas que você pode definir.

Nessa abordagem, você deve se concentrar num segmento específico de seus clientes. Por exemplo, se você acabou de lançar um novo recurso e deseja saber como seus clientes o estão usando, em vez de enviar um email para sua base de clientes inteira, você pode direcionar a mensagem àqueles que experimentaram o recurso.

Como as mensagens enviadas podem ser uma interrupção, algo remetido a seus clientes sem a solicitação ou autorização prévia deles, seja seletivo em relação à frequência de envio. Para ajudar você a entender como os clientes reagem a essas mensagens, analise a quantidade de solicitações de cancelamento de assinatura que cada mensagem desencadeia (no caso de mensagens de email e boletins informativos). Se você usar mensagens no aplicativo, poderá monitorar uma reação semelhante se oferecer uma opção de classificação por feedback com ícones de positivo ou negativo.

Feedback solicitado


A solicitação de feedback usando pesquisas pode ser, como as mensagens enviadas, intrusiva e, às vezes, considerada irritante pelos seus clientes. Portanto, você precisa considerar muito bem como fazê-las. Além disso, se você usar pesquisas, esteja preparado e disposto a se envolver numa conversa com seus clientes depois de receber o feedback deles. É uma experiência horrível para os clientes gastar tempo para enviar feedback e perguntas e nunca mais ouvir falar de você.

Quando feitas da maneira certa, as pesquisas são fontes fundamentais de feedback, que podem ajudar você a entender melhor seus clientes.

O Net Promoter Score®

O Net Promoter Score (NPS) é uma pesquisa de uma só pergunta sobre a probabilidade de seus clientes recomendarem sua empresa a um amigo ou colega. A partir dela você descobrirá se eles são detratores, passivos ou promotores.

O cliente pode atribuir a você uma pontuação de 0 a 10 e, além disso, pode acrescentar um comentário explicando por que atribuiu essa pontuação.

O resultado final varia de -100 (todos são detratores) a +100 (todos são promotores). Uma pontuação no lado positivo da escala é boa, sendo +50, por exemplo, excelente. A pontuação é calculada subtraindo-se a porcentagem de clientes que são detratores (pontuações entre 0 e 6) da porcentagem de clientes que são promotores (pontuações de 9 ou 10). Você pode ler mais sobre como as pesquisas de NPS funcionam em 5 maneiras de interagir melhor com seus clientes usando dados de NPS.

A resposta escrita é tão importante quanto a pontuação. Ela explica o motivo por trás da pontuação, algo que o número por si só não é capaz de fazer. Essa é a principal vantagem do NPS: permitir que você examine o engajamento de seus clientes com sua empresa e, como bônus, entenda por que eles promovem seu produto ou por que são detratores.

Fique de olho na pontuação geral do NPS, mas também a segmente por plano ou marco e monitore sua evolução ao longo do tempo. Em relação ao feedback aberto, use o mesmo esquema de tags empregado nos tickets de suporte para categorizar e analisar os motivos por trás da pontuação. Em seguida, você pode agir em relação a esse feedback, seja redirecionando-o para suas equipes de produto ou engenharia, seja usando-o para melhorar sua documentação ou a integração do cliente.

A pesquisa de perda de clientes

A perda de clientes ajuda a transformar experiências infelizes —o cancelamento ou a migração para uma opção mais básica do serviço por um cliente — numa oportunidade de aprendizado. Sua pesquisa de perda de clientes deve incluir principalmente perguntas com respostas predefinidas, para que você consiga analisar facilmente os resultados. Mas, como no caso da pesquisa de NPS, você também deve adicionar a pergunta aberta pedindo-lhes para dar mais detalhes do motivo pelo qual estão indo embora. Isso permite que seus clientes comentem aspectos não abordados nas opções predefinidas das perguntas apresentadas.

Quais métricas você consegue monitorar aqui? Você quer saber se eles o estão abandonando porque não estão satisfeitos (tiveram bugs ou queriam um suporte mais personalizado) ou se eles não estão usando o produto e não precisam mais dele.

O motivo da saída definirá o modo de abordar uma mudança em seus produtos ou serviços. No primeiro cenário (insatisfação), considere melhorar o produto ou oferecer novos canais ou níveis de suporte. No segundo (não usam mais o produto), concentre-se em inspirar seus clientes com novos casos de uso para mantê-los engajados e usando o produto.

Como no caso da pesquisa de NPS, você também deve segmentar a satisfação mostrada nos resultados por plano, motivo do abandono ou marco. Por exemplo, os clientes que saíram após o primeiro mês deram pontuações mais altas do que aqueles que saíram depois de um ano?

Nossa fonte mais recente de feedback, a pesquisa de boas-vindas

A Typeform lançou recentemente uma nova pesquisa de boas-vindas para entender por que os usuários assinavam um plano pago (também oferecemos uma versão freemium de nosso produto), qual é o principal caso de uso deles e as metas e métricas que usarão para medir seu próprio êxito.

A análise da pesquisa nos ajuda a entender melhor nossa base de clientes, e assim podemos criar um conteúdo mais adequado às necessidades deles e que os alcance no momento certo — quando eles estão mais engajados com o produto.

Entender por que os clientes estão indo embora é importante para todas as empresas, mas esse entendimento assume uma importância ainda maior se você tem um modelo de negócio de assinaturas.

As equipes de sucesso do cliente querem que os clientes tenham êxito, permaneçam e renovem suas assinaturas, portanto, elas realmente querem entender os motivos que levam um cliente a clicar no temido botão "Cancelar assinatura". Ao enviar pesquisas para os clientes durante o processo de cancelamento de sua conta (ou depois do cancelamento), você consegue coletar esse feedback vital.

Feedback observado

Sua Central de Ajuda, a ajuda por autoatendimento e a comunidade de usuários disponibilizadas para seus clientes são algumas das mais importantes fontes de feedback observado. Você pode aprender muito sobre seu produto apenas analisando estas fontes de feedback:

  • Recursos populares (artigos mais visitados);
  • Termos de pesquisa sem resultados (que muitas vezes se transformam em solicitações de recursos);
  • As áreas que causam problemas e confusão (tickets de suporte criados depois de visitar um determinado artigo);
  • O que motiva a conversão de seus usuários (quais artigos visitaram antes de fazerem a assinatura).

A deflexão de tickets também é importante. Na Typeform essa mensuração é feita pela análise da relação de tickets de instrução gerados por meio da Central de Ajuda divididos pelas visitas únicas à Central de Ajuda. O que podemos classificar como tickets de instrução? Todos os tickets enviados da Central de Ajuda menos os tickets que não refletem na qualidade e na eficácia da Central de Ajuda. Estes incluem tickets relacionados a projetos, tickets relacionados a bugs, questões de faturamento e assim por diante. É uma métrica importante para acompanhar porque o objetivo final de uma boa Central de Ajuda é reduzir a quantidade de tickets de suporte criados.

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Como analisar todo esse feedback

Agora que você já coletou todos esses tipos de feedback (sugestões, solicitações e reclamações de seus clientes), o próximo passo é organizá-los de uma maneira que permita identificar tendências e observar padrões. Algumas das perguntas a considerar durante a organização:

  • As solicitações de recursos que você recebe de seus tickets de suporte são as mesmas mencionadas por passivos em sua pesquisa de NPS?
  • As reclamações de seus detratores são as mesmas que você vê na pesquisa de perda de cliente?
  • Existem pontos problemáticos em todos os seus produtos ou serviços, ou há um problema específico que afeta apenas um segmento de seus clientes (clientes do plano Enterprise, por exemplo)?

Para organizar o feedback coletado de tantas fontes, na Typeform decidimos criar um esquema de tags de três níveis, que usamos em todas essas fontes de feedback. Os níveis são tipo de feedback, área de produto e nome do recurso.

Nível 1: tipo de feedback

Primeiro, categorize o que o usuário está relatando. Na Typeform separamos as tags da seguinte maneira:

  • Solicitação de recurso. Inclui solicitações de recursos totalmente novos ou novas funcionalidades para os recursos existentes. É importante atribuir tags a essas solicitações para ajudar a equipe de produto a priorizar seus planos.
  • Dificuldade do produto. Usada principalmente para problemas de experiência de usuário ou interface do usuário. Se muitos clientes têm problemas ao usar um recurso ou aplicar uma configuração, usamos essa tag para que nossa equipe de experiência de usuário fique ciente disso.
  • Dificuldade de instrução. Usada sempre que um recurso ou fluxo de trabalho não está documentado ou quando a documentação existente precisa ser melhorada.
  • Falta de conhecimento. É comum os clientes solicitarem recursos que já existem, portanto, monitoramos essas instâncias para melhorar a integração e informar à equipe de experiência de usuário, que poderá conseguir aprimorar o design do produto para que os clientes fiquem mais cientes desses recursos.
  • Faturamento. Como acontece em qualquer empresa, é fundamental que o processo de pagamento seja o mais tranquilo possível. Por isso, é importante monitorar quaisquer problemas de faturamento enfrentados pelos clientes.
  • Bugs. É impossível um produto não ter bugs, portanto, é preciso documentá-los, não apenas para que possam ser corrigidos, mas também para entender o impacto que os bugs têm em nossas métricas de sucesso do cliente.

Nível 2: área de produto

Depois de categorizarmos o feedback por tipo, precisamos saber em qual área de produto os problemas ocorrem; é isso o que fazemos na Typeform. Por exemplo, como fornecemos ferramentas para a elaboração de formulários e pesquisas, precisamos saber se a solicitação está no painel do administrador (novo tipo de pergunta, nova funcionalidade), no lado de quem responde (suporte a um novo dispositivo, permitir conversão de voz em texto), ou em aplicativos de terceiros (novas opções de incorporação, integrações nativas).

A atribuição de tags por área de produto nos ajuda a encaminhar o feedback à equipe de produto correta, assegurando que as equipes recebam apenas feedback relevante a elas.

Nível 3: nome do recurso

Nosso último nível de tags permite especificar o recurso que está sendo solicitado ou com o qual os clientes têm problemas. Temos muitas tags para os recursos existentes, mas não atribuímos uma tag de nome do recurso a todas as questões de suporte que vemos, a menos que um recurso específico esteja se tornando uma tendência de suporte ao longo do tempo. Começamos com a tag da área de produto e depois criamos e usamos uma tag do nome do recurso quando surge essa tendência de suporte.

Ouça, segmente e priorize

Depois de categorizar todo o seu feedback, você pode se sentir inclinado a abordar os dados da mesma forma, mas seus clientes não são todos iguais. Por exemplo, você não deve analisar o feedback de um cliente do plano Enterprise que está investindo, digamos, US$ 2.000 por ano em seu produto da mesma maneira que o feedback de alguém que está num plano de US$ 35 por mês. Nem pode dar à solicitação de um recurso de um usuário relevante a mesma importância que dá à solicitação de um cliente novo. Você precisa se armar com estas três regras: ouça, segmente e priorize.

Ouça: não presuma que você conhece seus clientes. Uma fonte de feedback não conta a história toda. Se você enviar uma pesquisa, não faça apenas perguntas de múltipla escolha. Sabemos que leva tempo para ler e categorizar todos os feedbacks abertos, mas esse tempo revelará solicitações, casos de uso e finalidades para seus produtos nos quais você jamais havia pensado.

Segmente: agrupe o feedback por tipo de cliente. Ao analisar as solicitações de recursos, é importante saber se elas foram feitas por alguém que acabou de se cadastrar e mal conhece seu produto ou por um usuário relevante que há anos é um defensor de sua marca. Segmente o feedback por plano de usuário, setor (isso pode indicar a frequência e até que ponto o cliente utilizará seu produto), momento do ciclo de vida do cliente no qual o feedback foi enviado e a probabilidade de o cliente permanecer com você por um mês ou por anos.

Priorize: concentre-se em projetos que têm o maior impacto. Todos temos limitações de recursos, tempo e orçamento. Depois que você coletar todo o feedback, priorize os projetos que vai desenvolver. Como? Concentre-se nos projetos que terão o maior impacto sobre seus clientes mais valiosos e suas métricas de sucesso do cliente.

Como você viu, todo esse feedback do cliente é importante para a organização inteira, não apenas para uma equipe de sucesso do cliente. Ele ajuda a equipe de produto a tomar decisões de planos mais embasadas, a equipe de instrução a se concentrar nos artigos e tutoriais que precisam redigir e a equipe de experiência do cliente a melhorar projetos de integração e retenção, só para citar alguns exemplos.

compartilhamento do feedback

Compartilhamento do feedback dos clientes com toda a organização

Agora que você coletou todo esse feedback do cliente, é hora de compartilhá-lo com os departamentos relevantes de sua empresa e colaborar nas ações decorrentes dele. Na Typeform, isso é feito das maneiras descritas a seguir.

Parceria entre as equipes de sucesso do cliente e produto

Na equipe de sucesso do cliente da Typeform, atribuímos um embaixador para cada equipe de produto, um especialista numa área de produto que atua como ponto de contato entre as duas equipes e "a" pessoa da área de produto responsável por:

  • Status de bugs, testes e aprendizado de novos recursos, além da atualização dos artigos da Central de Ajuda e da base de conhecimento interna;
  • Coleta de informações e feedback dos clientes quando um recurso precisa ser aprimorado ou um novo recurso está sendo desenvolvido.

O especialista de sucesso do cliente da área de produto se reúne com o responsável pelo produto a cada duas semanas para trocar informações e obter protótipos e demonstrações dos novos recursos. Dependendo da equipe de produto, às vezes o especialista de sucesso do cliente atende também aos sprints de produto.

O relatório Customer Voice

Na Typeform, o relatório Customer Voice é apresentado pela equipe de sucesso do cliente para toda a empresa trimestralmente. Ele inclui as informações de feedback dos clientes coletadas no trimestre anterior. Destacamos como nossos clientes estão usando o produto, além de suas solicitações de novos recursos e suas reclamações e pontos problemáticos.

Começamos a fazer essa apresentação em 2015, quando percebemos que cada departamento da empresa tinha apenas uma visão parcial do que nossos clientes estavam dizendo. A equipe de crescimento analisava principalmente os cadastros e atualizações, e a equipe de engenharia quase não tinha contato com o feedback dos clientes. Mesmo dentro da equipe de sucesso do cliente era difícil ter uma visão holística, já que alguns integrantes da equipe analisavam apenas o feedback nos tickets e outros, apenas o feedback das pesquisas de NPS.

Também queríamos que a equipe de produto ficasse mais ciente dos pontos problemáticos e das solicitações de recursos de nossos clientes. Antes do relatório Customer Voice, solicitávamos alterações na experiência do usuário à equipe de produto com base em reclamações e perda de clientes. No entanto, quando eles pediam números que justificassem as alterações, só conseguíamos mostrar a quantidade de tickets de suporte ou a quantidade de clientes perdidos por causa do problema. Às vezes, os números eram baixos demais para serem uma prioridade para a área de produto.

No entanto, com o relatório Customer Voice, conseguimos mostrar a quantidade de reclamações de suporte para um problema, bem como a quantidade de classificações baixas de NPS e a quantidade de clientes perdidos devido a esse problema. Ao agregar todos esses dados e identificar as tendências em todos os nossos diferentes canais, a equipe de produto tem uma visão muito melhor do impacto nos negócios e, portanto, é capaz de tomar decisões mais embasadas.

Para muitas pessoas na empresa que não têm contato direto com nossos clientes, o relatório Customer Voice permite aprender com eles e "ouvir" seu feedback.

Como é o relatório Customer Voice

Usando o feedback da equipe de produto e do diretor executivo no ano passado, nós iteramos com base no relatório Customer Voice. À medida que a equipe aumentar e adicionarmos novas fontes de feedback, continuaremos a desenvolver e melhorar o relatório. Sua estrutura atual é a seguinte:

  1. Visão geral. Começamos com uma tabela que inclui as principais solicitações de recursos e pontos problemáticos coletados de cada fonte de feedback. Para evitar uma visão fragmentada dos clientes nas equipes, usamos esses dados para proporcionar um panorama global da situação atual. Isso dá às partes interessadas que têm menos tempo para analisar todo o relatório uma visão geral rápida do feedback de nossos clientes.
  2. Seções por fonte de feedback. Após a visão geral, o relatório se concentra nos pontos problemáticos específicos, nas solicitações de recursos e nos casos de uso de cada fonte de feedback. As fontes incluem: chamadas de vendas (potenciais clientes), contas da gestão de contas (clientes Enterprise), tickets de suporte (contas gratuitas e pagas), pesquisas de NPS e pesquisas de perda de clientes. Essa estruturação proporciona uma análise segmentada, que leva a uma compreensão melhor do feedback específico de cada tipo de cliente. Isso também ajuda a priorizar os planos de produtos.

Conclusão

Esperamos que este guia ajude você a criar ou melhorar seu próprio programa de feedback de clientes. Os processos práticos passo a passo e os exemplos podem ser aplicados à sua empresa. Este guia oferece a você uma alternativa ao que você talvez já tenha em vigor, de modo que você possa comparar e adotar as táticas relevantes para a sua própria organização.

Seja qual for a sua decisão, nunca pare de ouvir seus clientes e incorporar as sugestões deles sempre que fizerem sentido. Eles sempre darão sua opinião, em particular ou nos fóruns públicos, e isso é bom, pois os clientes que não expressam suas preocupações, reclamações ou sugestões talvez deixem de ser seus clientes em breve.

Quer saber quais as áreas de seu atendimento ao cliente precisam melhorar? Faça nossa pesquisa de avaliação para ver o estado atual do seu suporte e saber como aprimorá-lo.

Angela Guedes foi a 2ª integrante da equipe de sucesso do cliente da Typeform, que atualmente é composta por 25 pessoas. Com 10 anos de experiência em comunicação com o cliente, ela agora lidera o pilar da experiência do cliente na equipe, concentrando-se em entender os clientes e criar estratégias de "1 para muitos" para melhorar a experiência do usuário.

Anton de Young é autor publicado e fotógrafo. Como funcionário de longa data da Zendesk, ele desenvolveu as equipes de educação do cliente e treinamento da Zendesk. Mais tarde, como diretor de marketing, lançou o programa de liderança em atendimento ao cliente da Zendesk e uma série de eventos, que depois ajudou a expandir para o site e a série de eventos Relate. Atualmente trabalhando como freelancer, Anton está ocupado explorando o mundo a partir de sua nova casa em Lisboa, Portugal. Siga-o no Twitter: @antondeyoung.

A Typeform está tentando humanizar um pouco o mundo mudando a maneira como coletamos dados online. Ela combina a abordagem de email e chat centrada no ser humano com os recursos de estruturação de dados dos formulários web.

As melhores experiências do cliente são criadas com Zendesk. Fornecemos às organizações ferramentas para que elas entendam seus clientes e interajam de maneira mais pessoal. Mais de 94.000 contas pagas de clientes em mais 150 países e territórios usam os produtos Zendesk. Com sede em São Francisco, a Zendesk opera nos Estados Unidos, Europa, Ásia, Austrália e América do Sul. Saiba mais em www.zendesk.com.br.