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Análise SWOT: o que é e para que serve? + Modelo prático

Por Douglas da Silva, Web Content & SEO Associate, LATAM

Publicado 11 Agosto 2021
Última atualização em 11 Agosto 2021

O desenvolvimento de um planejamento estratégico é essencial para qualquer atividade mercadológica. 

Da mesma forma, essa tarefa conta com um grande número de ferramentas disponíveis, entre as quais temos a Análise SWOT, que é uma metodologia simples, versátil e muito indicada para criar projeções de uma estratégia a ser lançada.

A sigla SWOT significa:

  • Strengths (Forças);
  • Weaknesses (Fraquezas);
  • Opportunities (Oportunidades);
  • Threats (Ameaças).

Através dessa metodologia é possível definir com extrema clareza as vantagens e desvantagens de um empreendimento, seja ele qual for, antecipando os desafios, riscos e brechas que podem ser exploradas para tornar o seu produto em algo bem-sucedido.

Nesse artigo vamos explicar tudo sobre a análise SWOT, o que é, para que serve, como e quando aplicar. Além disso, incluímos um passo a passo de execução da metodologia, um modelo básico de SWOT e um exemplo prático de preenchimento para não deixar nenhuma dúvida sobre o tema. Confira!

Análise SWOT: o que é?

Análise SWOT, que também pode ser chamada de matriz SWOT ou ainda análise e matriz FOFA, é um modelo de planejamento estratégico que avalia o mercado dentro e fora de um empreendimento.

Assim, serve para formar uma projeção de como um produto, campanha ou marca será recebida pelo mercado, criando uma base de insights relevantes para tomar decisões, solucionar problemas e desenvolver um projeto mais sólido.

Conforme abordado na introdução, a sigla SWOT significa strengths, weaknesses, opportunities and threats, que pode ser traduzida como forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, formando a versão traduzida pela sigla FOFA.

É importante abordar a análise SWOT em dois ambientes distintos, o interno e o externo ao empreendimento que está sendo planejado. Veja como funciona:

  • Ambiente interno: caracterizado pelos fatores que estão sob o controle da empresa ou que estão diretamente ligados às suas ações, incluindo as forças e fraquezas a serem analisadas pela matriz SWOT;
  • Ambiente externo: em contrapartida, nesse cenário temos tudo aquilo está fora do alcance da organização, dizendo respeito principalmente ao que é estabelecido pelo mercado e pelos consumidores, ou seja, configura as ameaças e oportunidades do empreendimento.

De modo geral, ao separar essas quatro categorias e  em dois ambientes definidos, os diferentes fatores pertinentes a determinado produto ou marca podem servir de insights para aprimorar uma ideia e aumentar as chances de bons resultados

Antes de mostrar como utilizar a análise SWOT para aparar as arestas de uma empresa, vamos expandir nosso conhecimento sobre cada um desses agrupamentos.

Strengths (Forças)

Aqui não há segredo algum, as forças citadas na análise SWOT da sua empresa são as vantagens que ela apresenta quando comparada aos seus concorrentes

Isso pode ser representado por diferenciais, competitividade, talentos, capacidade de negociação, reputação e tudo mais que for capaz de causar um impacto positivo em determinado projeto. 

Muitos fatores podem compor as principais forças de uma empresa, entre os quais vale a pena citar:

  • Boa localização;
  • Capacidade produtiva;
  • Orçamento amplo;
  • Equipe especializada;
  • Desempenho elevado;
  • Imagem positiva;
  • Proposta de valor;
  • Diferenciais;
  • Tecnologias;
  • Exclusividade.

Weaknesses (Fraquezas)

Nem só de fatores positivos é formada uma empresa. Todo e qualquer empreendimento apresenta fraquezas e é muito importante conhecer quais são elas para poder anular ou ao menos minimizar o seu impacto negativo.

Sabemos que não é fácil apontar os próprios defeitos, mas ao conduzir esse processo de forma honesta e utilizando um senso elevado de autocrítica, é possível reconhecer seus pontos fracos e direcionar esforços para repará-los.

Como exemplos de fraquezas, temos os seguintes:

  • Tecnologias obsoletas;
  • Equipe desmotivada ou desqualificada;
  • Problemas de comunicação;
  • Pouca verba;
  • Problemas de reputação;
  • Falta de diferenciais competitivos;
  • Problemas de distribuição;
  • Desempenho abaixo do esperado;
  • Posicionamento confuso.

Opportunities (Oportunidades)

Iniciando os fatores externos através das oportunidades, ou seja, todos os fatores de mercado que oferecem algum benefício ou brecha que pode favorecer a empresa de alguma forma. Por isso, temos os seguintes exemplos de oportunidades:

  • Facilidade de obtenção de matéria-prima;
  • Novas tecnologias mais acessíveis e/ou eficientes;
  • Queda no dólar para importadoras;
  • Construção de acessos que facilitam a distribuição de produtos;
  • Saída de concorrentes do mercado;
  • Novos fornecedores com custo menor.

Threats (Ameaças)

Da mesma forma que temos as oportunidades como fatores externos que podem favorecer uma organização ou empreendimento, ameaças são os riscos e pontos negativos que podem prejudicar a empresa ou a percepção dela pelos consumidores e demais participantes do mercado.

Entre os pontos que podem ser definidos como ameaças a uma empresa, temos:

  • Aumento no custo de insumos;
  • Crises econômicas;
  • Sanções;
  • Concorrentes com tecnologias exclusivas;
  • Dificuldade de acesso ao ambiente da marca;
  • Dificuldade de distribuição de produtos.

Por que fazer a análise SWOT de uma empresa?

Sabendo então o que é análise SWOT, o próximo passo é deixar claro para que serve essa metodologia ágil de planejamento estratégico. 

A resposta está na compreensão ampla que a matriz SWOT fornece para a maneira como a empresa, marca ou produto analisado impactará e será impactada quando as interações começarem a ocorrer.

Isso significa que através desse panorama, a empresa poderá comparar as análises em cada cenário, criar projeções plausíveis para o que irá acontecer e desenvolver estratégias voltadas para ampliar suas forças, explorar oportunidades, suavizar os impactos das fraquezas e mitigar as ameaças externas.

Além disso, ao criar um comparativo entre forças e fraquezas, ao mesmo tempo que se cria o embate entre oportunidades e ameaças, temos uma noção clara do que esperar quando uma estratégia for colocada em prática, verificando até mesmo se ela é viável.

Nesse contexto, a análise SWOT se faz muito útil para o desenvolvimento de qualquer tipo de estratégia

Por exemplo, ao criar um planejamento estratégico de vendas, a metodologia permite identificar os diferenciais mais relevantes para sua marca e os melhores recursos disponíveis no mercado, ao mesmo tempo que se conhece os desafios que devem ser superados para atingir suas metas e obter a lucratividade. 

Os mesmos benefícios podem ser notados ao aplicar a análise SWOT em planejamentos de marketing, lançamento de produtos, desenvolvimento de lojas virtuais ou novas funcionalidades para determinado serviço.

5 passos para fazer a análise SWOT

A metodologia de análise SWOT é relativamente simples e pode ser resumida em 5 etapas principais. Idealmente, o processo de planejamento estratégico deve ser liderado de maneira dedicada, mas a sua criação é otimizada quando ocorre de maneira colaborativa.

Isto é, é essencial ter um dono do projeto, que irá se certificar que todos os parâmetros estão sendo considerados e irá buscar apoio em profissionais de diferentes especialidades para que o material produzido seja o mais assertivo e detalhado possível.

Com isso em mente, confira os 5 passos para fazer uma análise SWOT na sua empresa:

1. Defina o que será analisado

Para começar, é preciso definir qual o assunto principal do planejamento, ou seja, qual o produto que será submetido à análise SWOT. Assim como falamos anteriormente, pode se tratar de uma nova estratégia, marca, produto, campanha de vendas, campanha de marketing ou um empreendimento lançado do zero.

Vale destacar ainda que a análise SWOT pode ser implementada para avaliar o direcionamento de uma empresa, ou seja, nem sempre o tema principal será algo a ser lançado, pois pode se tratar de um projeto em andamento.

É preciso se perguntar O QUE será analisado, servindo de objeto de estudos para o planejamento estratégico da matriz SWOT

De modo geral, também é muito relevante ter uma visão sobre qual o objetivo do projeto em si, ou seja, qual a meta qualitativa e quantitativa que se deseja alcançar.

2. Reúna informações sobre o objeto de estudos

Se a primeira pergunta a se fazer é “O QUE?”, a segunda é “COMO?”, etapa onde é essencial reunir o máximo de informações pertinentes sobre o empreendimento e sobre o mercado que ele pretende atuar.

Nesse ponto, é recomendado promover uma análise detalhada da atuação dos concorrentes, do mercado que se pretende explorar e quais as sazonalidades que o segmento enfrenta, tendo em mente que o tempo de desenvolvimento da estratégia e a data de lançamento precisam ser consideradas.

Também é importante levantar informações sobre o comportamento do consumidor, jornada de compras e como ele prefere interagir com o mercado-alvo do empreendimento. Dessa forma, se obtém dados importantes sobre as expectativas do target e é possível desenhar um projeto mais relevante para a garantia da Customer Experience.

3. Trabalhe em equipe para desenvolver estratégias iniciais

Depois de criar uma bagagem sobre o tema da análise SWOT e trabalhar o seu conhecimento sobre os valores importantes para o projeto, é hora de reunir sua equipe, analisar os dados e criar as suas projeções iniciais.

Utilizando o bom e velho brainstorm, aqui começamos a definir quais fatores podem ser classificados como forças, fraquezas, oportunidades e ameaças para o objeto de estudo, ou seja, cria-se uma projeção inicial e genérica de como pode ser a análise SWOT de uma empresa.

É recomendado dispor de uma equipe com bagagens e especialidades distintas, aumentando a capacidade coletiva de levar em consideração uma maior variedade de pontos de vista. 

Também é ideal que seja questionado como os fatores da análise SWOT irão interagir entre si, ou seja, como as forças da empresa criam oportunidades e anulam as fraquezas, como as ameaças podem enfraquecer o empreendimento, entre outros cruzamentos de dados.

4. Utilize pensamento crítico para otimizar as projeções

Chegou a hora de filtrar todo esse volume de informações e criar um modelo definitivo da sua análise SWOT. Para isso, é importante adotar uma postura extremamente analítica e crítica, deixando as suposições de lado e se concentrando no que pode ser comprovado.

A versão final da análise SWOT deve ser o mais concreta possível. Por exemplo, em um planejamento de vendas para e-commerce, é comum apontar o preço como uma das forças de uma empresa, mas na prática isso dificilmente pode ser comprovado, considerando flutuações de custo e negociação.

Portanto, é essencial retirar fatores que podem causar distrações e focar naqueles que agregam valor e diminuem impactos negativos, gerando o melhor resultado ao fim do planejamento estratégico.

5. Crie um plano de ação

O resultado da etapa anterior deve ser uma visão clara sobre quais são as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças para determinado empreendimento, ou seja, uma análise SWOT pronta para ser aplicada no desenvolvimento de estratégias para uma empresa.

Por isso, o passo final do planejamento envolve criar um plano de ações e estratégias baseadas na matriz SWOT verificada, apontando o melhor caminho a ser seguido para atingir as metas estabelecidas pelo projeto.

Modelo simplificado de análise SWOT

A análise SWOT nada mais é que uma visualização gráfica das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças a determinado empreendimento, ela pode ser criada de maneira simples através de uma planilha.

Para isso, você só precisa criar uma tabela com 2 linhas e 2 colunas, divididas em quatro blocos principais, um para cada item da matriz SWOT. Depois, basta preencher os campos com o que for considerado como os elementos mais relevantes dentro de cada um dos quadrantes de strengths, weaknesses, opportunities and threats.

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