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O que é Product Discovery? Qual sua importância para os negócios? Confira!

Por Douglas da Silva, Web Content & SEO Associate, LATAM

Última atualização em 13 dezembro 2022

Você já ouviu falar sobre o que é product discovery? Essa abordagem começou a ganhar destaque no início dos anos 2000, com o surgimento do Manifesto Ágil e a preocupação crescente de um design com foco em UX. Mas será que é realmente necessário compreender o processo de discovery para atuar no mercado? 

Em tradução literal, o product discovery significa “descoberta de produto”. Podemos dizer que essa estratégia do mundo digital procura entender e viabilizar um determinado produto no mercado em apenas alguns passos.

Portanto, para você que deseja ir a fundo no que é product discovery, esse conteúdo pode ser o primeiro passo. Afinal, é necessário entender o impacto dessa metodologia e, principalmente, as vantagens de aplicá-la.

Então, acompanhe nosso guia sem segredos e compreenda de uma vez quais as etapas para um produto de sucesso. Boa leitura!

O que é product discovery?

O processo de discovery é uma das formas mais seguras para aliviar alguns riscos que podem ocorrer com a utilização de um determinado produto, plataforma e até mesmo serviço.

Portanto, ele funciona como um controle de qualidade e é empregado de modo a entender o sentido daquele item no mercado antes do seu lançamento. Ou seja, é uma forma de descobrir mais sobre o produto antes mesmo de gastar com o seu desenvolvimento.

Os responsáveis pela execução desse estudo desenvolvem um framework do product discovery. Isso nada mais é do que um passo a passo que garantirá sua qualidade, possibilitando:

  • prever riscos;
  • designar o valor e o preço a ser dado;
  • definir os processos que devem ser implementados após sua comercialização.

O principal questionamento dentre as perguntas do processo do discovery é: como é possível construir um item viável para o usuário de forma tecnológica, que faça sentido e que agregue o devido valor à marca?

Para isso, separamos as quatro principais etapas discovery utilizadas pelos profissionais de product discovery para garantir o sucesso da estratégia. Confira!

4 passos do framework de product discovery

Se você quer realizar um processo de product discovery eficiente, é necessário atentar-se antes de tudo ao cliente em potencial da empresa. Portanto, tenha claro qual é a persona do seu negócio e como conseguirá alcançá-la.

Dito isso, podemos dar início as quatro principais etapas de um framework de product discovery. É possível que, aprofundando sua pesquisa, você encontre diferentes termos para cada passo descrito, mas de maneira geral todas possuem a mesma finalidade.

Acompanhe nossas dicas a seguir.

1. Matriz CSD: certezas, suposições e dúvidas 

A etapa mais conhecida do que é product discovery se resume a separar o produto a ser desenvolvido em três partes.

  • Certezas: o que você já sabe sobre esse produto, quais são as utilidades dele, dados de público e demais informações relevantes;
  • Suposições: são as informações incertas, mas que estão em análise, o que de forma positiva ou pejorativa pode-se pressupor sobre o item em questão;
  • Dúvidas: por fim, quais são os questionamentos em torno deste produto, o que falta ser estudado e analisado.

Com os dados acima você consegue distinguir em que fase do desenvolvimento está. Assim, é possível se preparar para objeções, imprevistos e até mesmo reparar possíveis erros durante o percurso de criação.

Então, essa é a fase que irá coletar dados, identificar os problemas dos usuários previamente e mapear novas oportunidades para se trabalhar.

2. OKR: objetivos e resultados-chave 

Já na OKR (Objectives and Key Results), em tradução literal “objetivos e resultados-chave”, a segunda fase tende a traçar os objetivos e os resultados esperados ao lançar o produto.

As grandes empresas como Google, Spotify, Twitter, LinkedIn e Airbnb investem no OKR em peso quando estão trabalhando em um novo lançamento. Mas para facilitar ainda mais este processo, podemos contar com a árvore de oportunidades.

Com ela, você pode direcionar melhor sua equipe e, consequentemente, aumentar a qualidade das entregas dessa pesquisa. Para isso, comece pensando da seguinte forma:

  • Qual resultado que deve ser alcançado? Liste apenas um;
  • Quais oportunidades nos conduzem ao resultado esperado? Pense em três;
  • Quais experimentos fazer para gerar insights? Planeje um experimento para cada oportunidade.

Colocar no papel facilitará a compreensão da árvore de oportunidades e também ajudará no próximo passo, que é a análise do mercado e ideação do produto.

Você também pode se interessar: Metas a curto, médio e longo prazo: como planejar seus objetivos?

3. JTBD: Job to be Done – compreensão do mercado

O conceito de “job to be done”, pode ser traduzido para “trabalho a ser feito”. Nada mais é do que uma ferramenta de análise de consumidor cujo seu objetivo principal é compreender como aumentar a percepção de valor e do seu item no mercado.

Um exemplo prático de job to be done é quando você possui um restaurante, mas não sabe como montar o cardápio, quais pratos comercializar via delivery e quais saem mais para consumo no local.

Nesse sentido, é fundamental compreender melhor as possibilidades do cardápio para fazer as mudanças necessárias e vender mais, certo? Então, a compreensão desse mercado é o job to be done

Para ter essa resposta de maneira mais assertiva, você deve realizar uma pesquisa com seus consumidores finais, possíveis clientes e até mesmo segmentá-los.

Um exemplo de segmentação é: quais são os pratos mais vendidos via delivery e quais são os preferidos para serem consumidos no local?

Por fim, ao compreender o que o cliente de delivery tem de diferente do consumidor do restaurante, é possível expor novos pratos, modificar os dias em que serão vendidos e encontrar soluções mais atraentes para as vendas.

4. Refinamento – produto minimamente viável

Chegando na etapa final, o refinamento é a transição do protótipo para o produto. Utilizando o exemplo anterior, é sair da idealização e segmentação do job to be done para colocar em prática os últimos estudos realizados com seu público.

Ou seja, agora que você sabe a diferença do delivery do seu restaurante e a consumação no local, é o momento de dispor novos pratos, testar suas saídas e ver se o que havia planejado é bem recebido pelos clientes.

De maneira geral, é fazer um protótipo, que denominamos dentro do que é product discovery como o MVP (Minimum Viable Product) ou “produto minimamente viável” em português, e oferecer uma versão do produto com os recursos básicos do seu funcionamento.

Lembre-se de que nada vale estruturar todo o projeto se o protótipo não entregar mecanismos suficientes para entender a reação do mercado. Ou seja, é necessário ter a certeza de que por mais que seja um protótipo, ele terá uma dinâmica parecida com o produto principal.

Dica de leitura: Ciclo de vida do produto: como funciona + 3 exemplos práticos [Guia completo]

Evite riscos: coloque em prática as dicas para processo de discovery

Neste conteúdo você compreendeu o que é product discovery e quais são os quatro passos principais para obter melhores resultados na jornada de lançamento de produto.

Afinal, criar algo do zero, seja um produto, desenvolver serviço ou até mesmo pensar em uma marca pode ser um desafio que exige paciência, já que os resultados dependem do preparo e dedicação nessas atividades.

Pensando nisso, vale respeitar as fases do product discovery quando estiver pensando em uma nova solução para sua empresa. Estude seu produto, vá além e acompanhe todo o processo desde a matriz de certezas, suposições e dúvidas até mesmo ao refinamento do seu produto para amostra ao cliente final.

E lembre-se de que não adianta estruturar um projeto se você não der ouvidos ao seu público-alvo. Para isso, mantenha o foco e concentre-se em analisar as reações e rejeições do cliente final para sua marca.

Agora que você sabe tudo sobre o que é product discovery, que tal aprender mais sobre uma ferramenta administrativa que ajuda a comparar os diferentes produtos de um negócio?

Então aproveite que está aqui no blog da Zendesk e leia agora mesmo o artigo “Matriz BCG: o que é, como funciona e como criar a sua”.

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