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Transformação digital: como as empresas tradicionais podem entrar na onda do Vale do Silício

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Publicado 10 Dezembro 2017
Última modificação 10 Dezembro 2017

Nuvem, mobile, redes sociais, big data... Os avanços tecnológicos estão mudando o mundo, revolucionando a maneira como aprendemos e até como nos relacionamos. Os canais de comunicação são cada vez mais simples de acessar e usar, facilitando a participação de um número enorme de pessoas, que exigem informações a toda hora e em todo lugar. Tudo isso faz parte da transformação digital.

As empresas estão no centro dessa transformação. Todos os processos de relacionamento com clientes, colaboradores, fornecedores e acionistas, e até mesmo os setores de menor visibilidade precisam evoluir para poder aumentar a eficiência e o foco no cliente. De acordo com os dados da Confederação Nacional da Indústria do Brasil, a transformação digital das empresas pode gerar uma redução de 10 a 40% no custo de manutenção e de 10 a 20% no consumo de energia. Além disso, o trabalho pode ficar até 25% mais eficiente.

Por isso, para entrar na transformação digital, as empresas mais tradicionais estão revendo e adaptando todos os processos a essa nova realidade, partindo de diferentes perspectivas e agilizando o trabalho com foco no cliente omnichannel. Mas quais são as principais dificuldades que elas precisam enfrentar?

Estrutura corporativa

Os principais obstáculos para as empresas em busca de uma transformação digital rápida estão relacionados à cultura corporativa, à complexidade organizacional e à falta de processos que viabilizem a participação, a colaboração dos funcionários e a inovação. Em uma pesquisa realizada no Brasil pela consultoria Bizagi, 68% dos entrevistados afirmaram que o trabalho de transformação é atrapalhado pela complexidade dos processos internos da empresa.

Falta de planejamento

Muitas empresas se esquecem de mapear a complexidade dos sistemas e processos de negócios e fazer um planejamento estratégico antes de iniciar a transformação digital. Assim, acabam enfrentando dificuldades para detectar quais são as ações mais relevantes para o momento em que estão. Além disso, sem ter um planejamento, é mais difícil ter uma visão mais ampla da empresa, integrando os diferentes departamentos com dados centralizados.

Resistência a mudanças

A falta de disposição dos funcionários e a resistência a mudanças é um grande limitador do processo de transformação digital em todas as empresas, afinal de contas, a tecnologia é importante, mas o fator essencial para o sucesso de qualquer processo dentro da empresa são os funcionários.

Sistemas engessados

Outro fator que atrapalha a transformação digital das empresas é o uso de sistemas antigos e lentos. Por exemplo, na pesquisa da consultoria Bizagi, 28% dos entrevistados afirmaram que seus sistemas de atendimento ao cliente são ágeis e apenas 21% disseram contar com sistemas operacionais rápidos. Com esses sistemas antigos, fica mais difícil aproveitar todos os benefícios que as novas tecnologias podem oferecer.

Qual é o caminho?

Todos esses problemas podem ser superados com a ajuda da tecnologia, reduzindo a complexidade dos sistemas empresariais e criando uma cultura de aprendizagem rápida e agilidade operacional. Além disso, é importante procurar os talentos ideais, formar uma equipe de pessoas originais e dar autonomia a essas pessoas, oferecendo um ambiente que promove a tomada de decisões rápidas e embasadas. Para isso, é essencial facilitar a comunicação tanto com os clientes quanto dentro da empresa, entre as equipes, promovendo uma abordagem diferente da cadeia de comando, ou seja, os líderes não devem apenas dar ordens, mas sim orientar (a Zendesk pode dar uma mãozinha na parte da comunicação interna).