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Analista jr, pleno e sênior: confira diferenças e responsabilidades

Por Douglas da Silva, Web Content & SEO Associate, LATAM

Publicado 11 Fevereiro 2021
Última atualização em 11 Fevereiro 2021

Quais seriam as principais diferenças entre um analista jr, pleno e sênior? De uma maneira bem resumida, podemos começar citando a formação acadêmica, a experiência, as responsabilidades que serão assumidas e, claro, o salário.

Saber as particularidades desses cargos é essencial para determinar qual tipo de profissional é o mais indicado para a sua empresa.

Aqui, vale lembrar que não há um padrão pré-definido o qual todas as empresas devem seguir para determinar as atribuições de um analista jr, pleno e sênior.

Ou seja, as organizações têm autonomia para definir quais serão os critérios exigidos para cada cargo, de acordo como o seu perfil e as suas necessidades.

Dentro desse contexto, tempo de casa e maturidade profissional também pode ser considerados, entre outros fatores.

Para ter um direcionamento de como definir a atuação desses profissionais, confira agora as principais diferenças entre um analista jr, pleno e sênior.

Principais diferenças entre um analista jr, pleno e sênior

São muitas as diferenças entre um analista jr, pleno e sênior. Para ficar mais clara essa diferenciação, vamos dividir da seguinte forma:

  • Definição do perfil
  • Formação acadêmica
  • Tempo de casa
  • Experiência de trabalho
  • Responsabilidades a serem assumidas
  • Nível hierárquico na empresa 
  • Salário

Definição do perfil

A primeira diferença entre um analista jr, pleno e sênior é a definição do perfil desses profissionais.

Júnior

Um analista júnior, de modo geral, é um colaborador recém-formado em sua área de atuação. No entanto, há organizações que consideram esse nível para pessoas com até 5 anos de experiência.

Aqui, é preciso relembrar que não se trata de um parâmetro exato, visto que cada empresa pode determinar os seus critérios. Também por isso, não é raro sabermos de profissionais que passam anos como analista júnior, enquanto outros rapidamente sobem para pleno.

Especialmente por conta da questão da experiência, esse perfil não costuma ter autonomia para tomada de decisões.

Suas tarefas têm complexidade menor que os outros níveis e a sua atuação pode ser vista como o início da sua carreira dentro de uma empresa.

Aproveite e leia também “Integração na empresa: entenda a importância e veja 5 maneiras de melhorar esse processo

Pleno

Um nível acima do júnior, o analista pleno já conta com certa maturidade profissional e experiência, seja dentro da empresa atual, seja provenientes de outras organizações onde trabalhou.

Normalmente, ocupam cargos desse nível hierárquicos colaboradores que tenham entre 5 e 10 anos de atuação na área.

Por conta desse perfil, as suas tarefas tendem a ser mais complexas e ele já têm certa autonomia para tomar decisões. No entanto, a palavra final ainda é dos seus superiores.

Sênior

Com alto nível de responsabilidade e liberdade para tomar decisões, o analista sênior costuma ser ocupado por profissionais com vasta experiência na sua área de atuação.

Espera-se que esse colaborador tenha maturidade profissional e emocional elevadas, especialmente porque, na maioria dos casos, ele é o líder de equipes e projetos. 

Dica de leitura: “7 técnicas de gerenciamento de projetos: qual e como aplicar?

Formação acadêmica

A formação acadêmica também é outro importante ponto que diferencia um analista jr, pleno e sênior.

Júnior

Como mencionado, o analista júnior tende a ser aquele profissional que se formou recentemente. 

Por conta disso, pode acontecer de esse colaborador ainda não ter tido tempo para fazer algum curso de especialização, ou não ter definido uma área específica dentro da sua profissão na qual pretende se aprofundar.

Pleno

Por outro lado, o analista pleno, além de formação inicial, costuma ter em seu currículo acadêmico cursos de especialização e pós-graduação na sua área.

Sênior

Já o analista sênior, somada à sua formação acadêmica, pós-graduação, tende a ter também MBA, o que lhe atribui ainda mais conhecimento.

Tempo de casa

Algumas empresas consideram, além dos quesitos anteriores, o tempo de casa para determinar se um profissional será analista jr, pleno ou sênior.

Isso costuma acontecer quando a organização conta com um plano de carreira. Essa estratégia considera o perfil do profissional, sua atuação dentro da organização, os resultados entregues, entre outros pontos.

Júnior

Seguindo esse conceito, o analista júnior pode ser visto como o primeiro degrau dentro dessa jornada.

De acordo com a sua evolução no cargo, a tendência é que o profissional, com o passar do tempo, suba para os outros níveis gradativamente.

Pleno

Aqueles que atuaram bem como analista júnior dentro de uma empresa com plano de carreira definido, costumam evoluir para o próximo nível, que é assumir o cargo de analista pleno.

Chegar a esse posicionamento é um indicativo que os resultados apresentados satisfizeram os líderes e que a participação desse profissional pode ser mais bem aproveitada pela empresa.

Sênior

O analista sênior é aquele que tem mais tempo de casa. Por conta disso, já pôde transitar pelos outros cargos e acumular a experiência vivida em cada um deles.

Isso contribui para que esse profissional tenha know-how suficiente para exercer bem a função.

Experiência de trabalho

Porém, nem sempre uma pessoa transita entre o cargo de analista jr, pleno e sênior devido ao tempo que trabalha na mesma empresa.

Não são raras as vezes que as organizações já admitem o profissional para atuar diretamente em uma dessas funções. 

Quando isso acontece, é a experiência de trabalho em outros locais que vai determinar para qual nível esse colaborador está mais qualificado.

Júnior

Assim como mencionamos anteriormente, de modo geral, é considerado um analista júnior o profissional com, pelo menos, 5 anos de experiência.

Mas não se esqueça que isso não se trata de uma regra. Você tem total liberdade para definir os parâmetros para os cargos da sua empresa.

Considerando isso, é possível admitir um colaborador para o cargo de analista júnior alguém que já tenha atuado anteriormente na área, mesmo que em cargos menores, por exemplo, estagiário ou trainee. 

Pleno

Como o cargo de analista pleno já tem autonomia para tomar algumas decisões, é fato que as empresas buscam um profissional que tenha mais tempo de atuação no mercado.

Geralmente, a experiência de trabalho exigida para esse cargo é 6 a 9 anos. No entanto, nada lhe impede de contratar profissionais com menos tempo de atuação se verificar que esse é capacitado para a função.

Sênior

Considerando a posição hierárquica de um analista sênior, o nível de experiência anterior exigida costuma ser bastante alta.

Assim, para ocupar esse cargo que tem tantas responsabilidades e assume papel de líder, as empresas costumam buscar profissionais com 10 ou mais anos de atuação comprovada na área. 

Sugestão de artigo “Liderança remota: 8 dicas práticas para gerir com sucesso o novo modelo de trabalho

Responsabilidades a serem assumidas

Obviamente, quanto maior o cargo dentro de uma empresa, maiores as responsabilidades assumidas pelo profissional.

No caso de um analista jr, pleno e sênior essa distribuição não seria diferente. Assim, quanto mais elevado o nível hierárquico, mais complexas serão as tarefas atribuídas.

Júnior

Por ser considerado um cargo inicial, o analista júnior não costuma assumir muitas tarefas complexas ou com grau técnico elevado.

Seu nível de responsabilidade é menor e suas atribuições costumam ser supervisionadas por outros profissionais.

Pleno

Com atuação um tanto diferente, o analista pleno já assume mais responsabilidades. No geral, esse cargo também tem atuação mais presente junto a líderes.

Por conta disso, pode apoiá-los em situações que exigem que decisões sejam tomadas para o progresso da empresa.

Sênior

Dos três analistas, o sênior é, sem dúvida, o que mais acumula responsabilidades. Como um dos cargos mais elevados da empresa, a autonomia que tem para decidir também confere a ele o peso dessas resoluções.

Nível hierárquico na empresa 

A diferença entre um analista jr, pleno e sênior também é evidente quando se olha do ponto de vista hierárquico de uma empresa.  

Essa separação também define as subordinações, ou seja, a quem cada um desses profissionais deve se reportar.

Júnior

Devido às características citadas anteriormente, o analista júnior está no nível mais baixo da hierarquia. Por isso, a sua atuação depende de supervisão direta.

No entanto, ele pode aproveitar a experiência dos cargos acima dele para adquirir mais conhecimento e, assim, evoluir na carreira.

Pleno

Hierarquicamente acima do analista júnior, o pleno acumula mais experiência, por isso, tende a ter um pouco mais de liberdade para realizar as suas tarefas.

A supervisão fica por conta dos cargos mais elevados, porém, já tem espaço para participar mais ativamente de diferentes situações de comando dentro de uma empresa.

Sênior

Como cargo mais próximo da diretoria, o analista sênior tem mais voz de comando e a liberdade de tomar diversas decisões sem, necessariamente, precisar de aval de superiores.

Salário

Por fim, a última diferença que vamos citar entre um analista jr, pleno e sênior é o salário. Vale ressaltar que cada empresa pode atribuir critérios diferentes para estabelecer a remuneração seus colaboradores.

Obviamente, há um piso mínimo para cada cargo, mas questões como experiência, formação, e até que esse profissional está sendo “roubado” de outra empresa, podem influenciar nos valores pagos.

Em linhas gerais, a variação salarial entre um analista jr, pleno e sênior é de 50% a 80% entre cada cargo, dependendo do porte da empresa, região e ramo de atuação.

Júnior

O cargo com menor nível técnico e de responsabilidade, consequentemente, recebe o salário menor.

Para se ter uma ideia do quanto costuma ser pago a esse profissional, tomamos como base um Analista de Atendimento Júnior. 

Em um site de vagas, encontramos os seguintes valores médios:

  • Empresa de pequeno porte: R$ 1.467,66
  • Empresa de médio porte: R$ 1.907,96
  • Empresa de grande porte: R$ 2.480,35

Pleno

Conforme as responsabilidade e atribuições aumentam, o salário também tende a ser elevado. 

Para o cargo de Analista de Atendimento Pleno, por exemplo, temos as seguintes médias salariais:

  • Empresa de pequeno porte: R$ 1.834,58
  • Empresa de médio porte: R$ 2.384,95
  • Empresa de grande porte: R$ 3.100,44

Sênior

Seguindo o mesmo parâmetro, a média de salário nacional para Analista de Atendimento Sênior está em:

  • Empresa de pequeno porte: R$ 2.293,23
  • Empresa de médio porte: R$ 2.981,19
  • Empresa de grande porte: R$ 3.875,55

O que faz um Analista de Atendimento ao Cliente

E já que usamos o Analista de Atendimento ao Cliente como exemplo, nada mais válido do que falar um pouco mais sobre esse cargo.

Uma das principais atribuições de um Analista de Atendimento ao Cliente é gerenciar e analisar os indicadores dessa área e, com base nos resultados, ajudar a orientar a equipe de atendimento.

Por isso, não deixe de ler “Indicadores de atendimento ao cliente: conheça os 9 mais importantes e como mensurá-los

Sua atuação visa, por exemplo, identificar pontos que estão impactando negativamente no atendimento ao cliente e apresentar soluções para aprimorar esse serviço.

Também cabe ao Analista de Atendimento ao Cliente levantar as necessidades dos clientes, indicar formas de atender às suas expectativas, gerar relatórios relacionados às demandas de atendimento, entre outras funções.

Ou seja, esse analista não atua no atendimento propriamente dito. Mas as suas atribuições estão totalmente relacionadas ao bom andamento desse setor.

Qualidades de um bom Analista de Atendimento ao Cliente

Devido a essas atribuições, algumas das principais qualidades esperadas de um Analista de Atendimento ao Cliente são:

Quanto a esse último tópico, não são raros os casos nos quais o Analista de Atendimento ao Cliente percebe que um dos motivos que está impactando (negativamente) os resultados da empresa são as ferramentas utilizadas.

Não podemos esquecer que o atendimento prestado influencia o crescimento da empresa em diferentes aspectos, desde a atração, fidelização dos clientes, nível de satisfação e até a propaganda que esses fazem sobre a sua marca.

Sobre isso, não deixe de ler o artigo: “Consequências do mau atendimento ao cliente: o que pode acontecer?

Uma boa maneira de resolver tudo isso é utilizando soluções robustas que otimizem a atuação do seu time de atendimento e, ao mesmo tempo, deixe os seus clientes mais satisfeitos.

A Zendesk, por exemplo, oferece um sistema de atendimento ao cliente que ajuda a priorizar, monitorar e a resolver os tickets do seu suporte.

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